MUITOS PROFISSIONAIS, ATUALMENTE, COM DÍVIDAS COM AS AUTARQUIAS E FORNECEDORES, COM FUNCIONÁRIOS ESTÃO DESESPERADOS COM A SITUAÇÃO DAS EMPRESAS E DO PAÍS. ALGUNS JÁ BEIRAM AO DESESPERO. LEIAM ESSE TEXTO E VEJAM COMO ELE ENSINA A SUPERAÇÃO.

O AUTO ENTENDIMENTO

muitos e muitos anos atrás, num tempo bem distante, existiu um menino que viveu na corte do rei de França. Ele fazia parte de um grupo de crianças que brincavam com os filhos do rei e os distraiam. Era um menino feliz e alegre porque gostava de estar na companhia das outras crianças. Sempre que aparecia, os outros riam e ele ria com eles. A vida parecia-lhe uma coisa extraordinariamente agradável. Até que certo dia em que, estando a brincar, parou diante de um retrato que olhava diretamente para ele, da parede, e que se movia. O menino levantou o braço para lhe tocar e o retrato da parede levantou também o braço para ele. Ficou horrorizado porque o retrato que se movia era diferente das outras pessoas que ele conhecia. Tinha o corpo e os membros deformados, a face era medonha. O menino imobilizou-se. O retrato da parede deixou de mover-se. Ele tentou mover um braço, depois uma perna, e descobriu que o retrato na sua frente fazia à mesma coisa. O menino estava mudo de pavor. Compreendera que o retrato vivo na parede era a sua própria imagem. Nunca mais voltou a rir quando vinha para a companhia das outras crianças. Sabia agora que elas não se riam pelo prazer de vê-lo, mas porque ele era horrivelmente feio e deformado.

Esta lenda triste demonstra que conhecemos muito pouco a respeito de nós mesmos. O meio em que vivemos num certo sentido, é como um espelho em que gradualmente o nosso próprio retrato vai aparecendo. Dê uma olhada em seu redor, repare bem nas pessoas que o cercam todos os dias. Você verá que poucas são felizes, satisfeitas e realizadas. Muitas irão declarar-se incapazes de enfrentar problemas e circunstâncias que as envolvem. A maioria sente-se entediadas e sem ânimo de controlar a própria vida. A derrota ante a mediocridade está se tornando um estilo de vida. Em conseqüência disso, muitas estão perdendo o sentimento de alegria, pelo que culpam a sociedade, as pessoas de suas relações e demais circunstâncias e circunstantes. As condições gerais do meio ambiente são as culpadas pelos fracassos e desapontamentos. A idéia de que as outras controlam e dispõem de suas vidas como bem entendem é tão arraigada que ninguém consegue, normalmente, responder às perguntas lógicas que levam a provar o contrário.

Isto sugere que em grande parte o mundo o é criação da gente mesmo. Na verdade, o mundo está consideravelmente mais sob nossa influência do que a maioria de nós se dá conta. Uma lição há muito tempo apreendida e com muita dificuldade é a de que o lado oposto da bravura não é a covardia, mas sim o conformismo. Gastamos preciosos anos tentando nos incorporarmos ao cortejo da maioria, unicamente para aprender, às vezes tarde demais, que as pessoas que nós seguíamos estavam nos seguindo. O que nos faz rodar em círculos e seguir outros como cordeiros? Por que deve alguém seguir e repetir ações e atitudes de outras pessoas? É possível que esse comportamento não se consolide como hábito humano durante muito tempo. Talvez tenha sido costume primitivo, hoje começando a cair em desuso. E talvez jamais tenha sido um hábito característico dos humanos

Vamos sair desse estado de submissão que conduzem todos a se juntar ao rebanho. Vamos recusar a autopunição pelo simples fato de procurar ser diferente. Muito sofrimento seria eliminado se cada pessoa defendesse com ardor seu divino direito de ser uma individualidade. E se todos se recusassem a permitir que o conformismo e a padronização continuassem deteriorando a pureza e o encanto da vida.

Pensar que sua vida é controlada sob todos os ângulos por outro indivíduo, grupo ou sociedade determina uma condição de escravidão, mental que o faz prisioneiro por sua própria vontade e iniciativa. Seus pensamentos transformam-se logo no esboço traçado por você mesmo para sua vida, atraindo pelo subconsciente todos os elementos que preencherão seus conceitos, sejam eles positivos ou negativos. O que, neste momento, você é ou possui na vida não é mais do que exteriorização do que até aqui tem sido o tema essencial dos seus pensamentos. Literalmente, tudo o que até aqui aconteceu com você – felicidade, infortúnio, sucesso ou fracasso – foi atraído pelo seu modo de pensar, inclusive todas as experiências em negócios, casamento, saúde e relacionamentos pessoais..

Pense nisso! Seu meio ambiente, tudo que o rodeia, são um quadro pintado pelas mãos da sua reflexão interior. Descobrindo os motivos pelos quais você é o que é; você com certeza encontrará a formula para ser o que realmente deseja ser.

Segundo um grande mestre, “todos pensamos saber o que somos, mas não o que podemos ser”. Se você se enquadra nessa descrição, já tomou consciência das suas próprias limitações e falhas, de seu modo de fazer as coisas, sem a preocupação de parar para pensar no que você poderia ser? O problema é que somos condicionados desde a infância a admitir falsos conceitos, crenças e valores, que nos impedem de perceber nossa individualidade e competências.

Graças ao papel que desempenhamos como co-projetistas da própria vida, temos em nosso interior o poder de mudar vários aspectos dessa arquitetura. Todo grande mestre já chegou à mesma conclusão: você não pode esperar que alguém, a não ser você mesmo venha a resolver seus problemas. É como o Mestre dos Mestres nos ensinou: “O Reino do Céu está dentro de você”.

Ou seja, o reino do céu não está numa terra distante ou além das nuvens. Buda chegou à mesma conclusão quando recomendou: “seja uma luz para seus próprios pés e não procure encontrar-se fora de você mesmo”. Todos os poderes estão no interior de cada um. Felicidade, saúde, abundância e paz de espírito são estadas naturais.

Se você não tiver percepção de sua essência interior e de sua própria verdade, então não terá dado sequer os primeiros passos em direção ao auto aperfeiçoamento. Para se tornar apta a remover suas limitações, qualquer pessoa obriga-se a conseguir um diploma que a identifique como conhecedora da própria importância. Sim, é isto mesmo, referimo-nos às limitações que a maioria se auto-impõe. Limitações auto-impostas. Limitações não impostas por pais, familiares, chefes de trabalho, sócios ou pela sociedade. Ninguém estabeleceu tais limitações. Você é limitado pelas leis criadas por você mesmo quando permitiu que outras pessoas controlassem sua vida.

Se você não consegue se desfazer dos condicionamentos de culpa, se não tem forças para estancar o péssimo hábito de se diminuir, de pensar-se inapto e inadequado, então é mais um entre os condenados a continuar, sem qualquer possibilidade de êxito, lutando até o fim da vida para conquistar a liberdade pessoal. Quem deseja ser verdadeiramente livre, piedoso, caloroso e amoroso de vê começar pelo auto-entendimento. Para seguir a famosa advertência. “Ama teu próximo como a ti mesmo” – é preciso antes o pleno auto-conhecimento de quem e o que é você. Do contrário, ambos, você e seu próximo, serão ludibriados!

Você não pode mudar o mundo, mas pode mudar você mesmo. O único meio de que se dispõe para melhorar o mundo é o da responsabilidade individual, cada um cuidando da própria vida de maneira construtiva. Pare com tudo o que lhe imobiliza e dê total prioridade às suas necessidade. É o único jeito de alguém se sentir livre. Escravidão física é crime passível de punição. Descartes, afirmou maravilhosamente, levar “uma vida de silencioso desespero”.

Todo ser humano já foi de alguma forma hipnotizado, pelas idéias aceitas de outras pessoas ou por suas próprias idéias. Nas duas situações, com maior ou menor convicção, convence-se de que tais idéias são verdades irrefutáveis.

Se alguém toma alguma coisa falsa ou verdadeira como verdade, age como se essa alguma coisa estivesse incluída no rol das suas verdades. Por mais falsa que essa alguma coisa seja, o indivíduo para quem ela é real procura, instintivamente, colecionar fatos e argumentos que possam contrariar eventuais questionadores e, afinal, provar a verdade por ele defendida.

Os sinais mais claros de que uma pessoa está ingressando na área dos dependentes são emitidos quando uma pessoa adquire o hábito de julgar que outros lhe são superiores.

Somente os inseguros de suas habilidades contraem o péssimo vício de competir com outros. Competição é mero ato de imitação.

Uma vez livre da influência mental, emocional, física e espiritual que lhe é imposta por uma ou mais pessoas do seu círculo, então você estará apto a se tornar a pessoa que deseja ser.

UM AMIGO.

(desconheço a autoria)