Além de compras no varejo, agora é possível também utilizar o benefício para pagar contas, fazer transferências bancárias, contratar serviços e até sacar o valor depositado como bônus no cartão

Empresas de gestão de benefícios, que após a reforma trabalhista ampliaram a oferta de serviços como cartões presente, começam a ganhar novos perfis de beneficiários e clientes empresariais. Com novidades como o uso do bônus em transações bancárias e saque direto do valor, a modalidade dá mais autonomia para o beneficiário, ainda mais em tempos de renda comprometida.

Para dar mais liberdade ao portador do benefício a Vale Presente, especializada em cartões de premiação e incentivos corporativos, adicionou a possibilidade de realizar transações financeiras – como pagamento de contas e transferências bancárias. Indo além do uso tradicional no varejo e em serviços.

Com isso a empresa, que cresceu quase 100% ano passado e pretende manter o ritmo este ano, sente um aumento considerável na demanda pelo benefício.

“Ao longo do tempo fomos entendendo que poderíamos agregar muito mais do que somente compras de varejo e analisando todo o comportamento de uso vimos que as pessoas tinham outras necessidades além de somente comprarem produtos e contratarem serviços”, explica a gerente de negócios da Vale Presente, Débora Sumitomo.

 A projeção da empresa é de que os serviços financeiros deverão movimentar mais de 25% dos valores carregados nos cartões entre novembro e dezembro de 2018. Este formato já transacionou 15% do montante abastecido nos cartões no primeiro semestre de 2018. Este comportamento é justificado também pela crise, segundo Débora.

 Voltando com tudo

Quem também pisou no acelerador na gestão deste tipo de benefício foi a Alelo, que retomou recentemente agenda de divulgações do cartão ‘Alelo Presente’, gift card corporativo do grupo. “Na nova reforma este benefício não é entendido mais como salário, garantindo maior segurança para as empresas poderem utilizá-lo e mais espaço para nós fecharmos negócios”, explicou ao superintendente de produtos da Alelo, João Paulo Miranda.

Embora a adoção das medidas da nova reforma se dê de forma gradual, o executivo avalia que a modificação enriquece e dá assessoria jurídica para as empresas usarem os produtos da rede. “A reforma veio e a velocidade do mercado é com a adoção, os RHs estão interpretando-a e a nossa estratégia é capacitar o nosso time comercial para saberem o que muda e venderem de uma forma melhor”, conclui.

Desde que o grupo voltou a divulgar o benefício, mais de 1,2 mil empresas contrataram o serviço e mais de 170 mil cartões foram ativados no Brasil. Além disso, com este aumento na demanda, a Alelo criou a versão descartável do papelão e a possibilidade de saque do valor disponibilizado.

 E o empregador?

Se os gift cards parecem ser bem recebidos pelos funcionários, para os empresários a modalidade pode reduzir custos e elevar a satisfação dos colaboradores com a empresa.

Na avaliação do consultor em RH do Unique Group, Thiago Leitão, para as empresas é interessante adotar estes cartões para dar ao funcionário a liberdade de usar seu poder de compra da forma como entender ser mais eficiente.

“É possível a companhia economizar dando gift cards e, ainda assim, agradar mais os funcionários do que oferecer a ele uma cesta de natal, por exemplo”, comenta Leitão.

Para a empresa, este tipo de benefício também facilita o planejamento dos valores gastos com promoções internas, além de reduzir tarefas para a área de operações.

Como resultado, explica o especialista, a empresa consegue agregar valor de modo eficaz e garantir fidelidade dos funcionários. “Hoje vejo cada vez mais como tendência a utilização de um gift card que dê a opção ao colaborador de como quer utilizá-lo”, completa.

Leitão ressalta, porém, que embora o benefício sirva para agregar valor e garantir fidelidade dos colaboradores, ele não deve ser entendido como a única opção para reter talentos. “Isso faz somente parte de uma série de benefícios e cultura da empresa que podem ser um atrativo para talentos.”

FONTE: DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços