Cansaço excessivo, físico e mental; negatividade constante; isolamento e sentimento de incompetência nem sempre se resolve com férias. O trabalho ao extremo pode se tornar uma doença: a síndrome da exaustão, uma doença que cresce mundo a fora.

18 de dezembro de 2018

A síndrome de Burnout é decorrente do estresse excessivo e crônico relacionado com a sobrecarga e o desgaste no trabalho, nada mais é que o esgotamento físico e mental decorrente de uma exaustão profissional.

  O nome Burnout vem do inglês que significa burn (queimar), out (por inteiro), ou seja, queimar literalmente.

  Burnout é considerada uma doença e não pode ser confundida com o estresse, a síndrome tem origem no estresse habitual e prolongado, é o estresse na sua pior fase.

  “É o nível mais devastador do estresse, é uma exaustão que não passa. Não é um cansaço comum. É uma doença mesmo, como um fogo descontrolado ” explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Associantion (ISMA).

  Segundo estimativa da ISMA, 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de Burnout, a falta de produtividade causada pela exaustão gera prejuízo de 3,5% do nosso PIB (Produto Interno Bruto), conforme cálculos feitos em 2010.

  A síndrome de Burnout ocorre principalmente em ambientes profissionais onde é comum a sobrecarga, a competitividade e o esforço em alcançar objetivos. Os profissionais afetados pela doença não conseguem relaxar, não há feriado ou férias que consiga repor todas as energias sugadas pelo expediente.

   Os sintomas mais comuns da síndrome são a exaustão física e emocional; ansiedade; desanimo; dificuldade em sentir prazer; irritabilidade; preocupação intensa; alteração de sono; complexo de inferioridade; falta de motivação e falta de criatividade.

  Outra característica evidente da síndrome é a afastamento afetivo do trabalho e dos colegas, o indivíduo passa a ter o mínimo de contato possível no ambiente laboral, até mesmo em alguns casos tornando-se uma pessoa desagradável e indesejada, assim, enfraquecendo as relações profissionais.

  O Ministério da Saúde a partir da portaria número 1339, instituiu a lista de doenças relacionadas ao trabalho, e incluiu a “sensação de estar acabado”, “síndrome de Burnout” ou “síndrome do esgotamento profissional” nos transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho.

  Um profissional bem sucedido deve ser em primeiro lugar uma pessoa saudável, busque saúde física e psicológica para manter o bom desempenho nas suas funções. O corpo e a mente devem estar saudáveis ao mesmo tempo para um bom funcionamento. É fundamental manter o equilíbrio entre o trabalho, lazer, família, vida social e atividades físicas. Procure controlar sua jornada de trabalho, as horas essenciais de sono e uma alimentação saudável.

  Se precisar, não hesite, tirar alguns dias de folga faz toda diferença!

 Fonte Carla Pontes. Blog de Assuntos Jurídicos