A partir do mês de novembro, iremos conhecer um novo modo de realizar transferências de dinheiro ou empresas 24 horas por dia, nos 7 dias da semana. Levando apenas 10 segundos, usando o PIX.

Será uma grande mudança em nossas vidas já que atualmente realizamos todas as transações em três categorias: TED, DOC e boletos.

A fase do cadastramento para que os usuários comecem a se familiarizar com as funções do PIX, iniciará no dia 5 de outubro.

No PIX, as realizações serão feitas por meio do QR Code ou links gerados no Smartphone, que poderão substituir os dados bancários do recebedor.

É um novo meio de pagamentos e transferências que foi desenvolvido pelo Banco Central para facilitar as transações financeiras pelo país. Além disso, ele deve servir para realizar as compras e pagamento de contas.

Para o mercado, o sistema irá substituir o DOC e TED, por conta de ser sem custos e estar disponível a qualquer hora, sete dias por semana.

Os pagamentos realizados nesta modalidade, farão com que o dinheiro caia de forma instantânea.

“Além de aumentar a velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos e recebidos, tem o potencial de alavancar a competitividade e a eficiência do mercado; baixar o custo, aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes; promover a inclusão financeira e preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população”, informa o Banco Central.

Quando vai estar no mercado?

O cadastramento começará no dia 5 de outubro, para que os usuários percebam como funcionará o PIX. Entretanto, o serviço só ficará disponível em novembro.

O PIX é aplicativo?

É bom que você saiba, que o PIX não é aplicativo e nem agência bancária. Você não terá necessidade de abrir uma conta para poder usá-lo.

Os correntistas de todas as agências bancárias, independente da bandeira, terá acesso ao PIX, clientes de algumas fintechs e outras financeiras credenciadas pelo Banco Central, também poderão usar o PIX.

O usuário precisará apenas de uma “conta transacional” de pessoa física ou jurídica, conta corrente, conta de poupança ou uma conta de pagamento pré-paga.

Até agora, 970 instituições mostram interesse em ter esta como a tecnologia de intermediação de pagamentos, direta ou indiretamente.

Atualmente, as opções para transferências são duas: DOC ou TED, após o PIX ser lançado os usuários poderão utilizá-lo. Irá valer também para os pagamentos feitos em crédito e débito.

Como se cadastrar?

Para poder se cadastrar no PIX é necessário solicitar a chave à instituição onde a conta está aberta. As pessoas físicas, deverão ser ofertado por meio do aplicativo para celular da instituição participante.

Como usar?

A ideia do PIX é reduzir a complexidade de transações financeiras, a requisição de dados para enviar dinheiro também é menor.

O PIX dispensa os números de conta e agência bancária, que são muito utilizados em diversas transferências.

Veja as alternativas usando o PIX

Para isso, são ofertadas as seguintes alternativas:

Pela “chave de endereçamento” – um e-mail, CPF, número de telefone ou um código de números e letras aleatório chamado EVP;

Por um link gerado pelo celular ou;

Por leitura de QR Code.

As transações não terão custos entre diferentes bancos ou instituições financeiras cadastradas.

O PIX poderá ser ativado para as diferentes contas de bancos que você tenha, mas será necessário usar diferentes chaves para cada conta.

As compras realizadas no comércio, o PIX usa as mesmas formas de transferências. No momento, os pagamentos vão depender da internet para serem realizados.

Está sendo estudada a forma de pagamento offline. Além disso, no futuro também será implementado também o “saque”, em que o recebedor faça saques em redes varejistas.

Como fazer saque no Pix?

o usuário do Pix vai até o caixa de uma loja varejista e informa o quanto quer sacar em espécie usando o Pix.

O funcionário que estiver no caixa e realizando o atendimento deverá gerar um QR Code do PIX e mostrar para o cliente, que fará a leitura desse código usando seu celular. Assim receberá o valor em espécie.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil

Fonte: Jornal Contábil